Manaus (AM) – O investigador da Polícia Civil do Amazonas e treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso nesta terça-feira (28), em Manaus, por suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra adolescentes. A prisão temporária foi decretada pela Justiça de São Paulo e tem prazo inicial de 30 dias.
Conhecido no meio esportivo, Melqui Galvão é faixa preta e responsável por uma academia na zona Norte da capital amazonense. Ele também ganhou notoriedade por ser pai do atleta de alto rendimento Mica Galvão.
Denúncias deram origem à investigação
O caso começou a partir de denúncias envolvendo pelo menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos. A jovem, que atualmente está nos Estados Unidos, foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.
De acordo com as investigações, os supostos crimes teriam ocorrido em um contexto de relação de confiança entre treinador e alunas, o que é considerado agravante pelas autoridades.
Também são apuradas possíveis tentativas de intimidação para evitar a formalização das denúncias.
Áudio é analisado pela polícia
Entre os elementos reunidos no inquérito está uma gravação atribuída ao investigado. Segundo a apuração, o material indicaria tentativa de negociação para evitar o avanço do caso, o que levanta suspeitas de tentativa de silenciamento.
A polícia trata o conteúdo como peça relevante para o andamento das investigações.
Prisão e desdobramentos
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça de São Paulo, onde o caso está sendo conduzido. Segundo informações, Melqui Galvão havia chegado a Manaus menos de 24 horas antes da ação policial e se apresentou às autoridades no momento do cumprimento da ordem judicial.
Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado no interior paulista.
Carreira e função pública
Além da atuação no esporte, Melqui Galvão mantém vínculo ativo com a Polícia Civil do Amazonas, onde ocupa o cargo de investigador.
A visibilidade no jiu-jitsu e a atuação como agente público ampliaram a repercussão do caso, que segue sob investigação.
Até a última atualização, a defesa do investigado não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.



