Após uma semana de suspensão, aulas presenciais continuam interrompidas na capital; escolas estaduais de Autazes e Nova Olinda do Norte também não terão atividades
As aulas presenciais das redes municipal e estadual continuam suspensas em Manaus nesta segunda-feira (19). A decisão ocorre devido à baixa qualidade do ar provocada pela fumaça. Dessa forma, os estudantes permanecem sem atividades presenciais após uma semana de suspensão.
Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), Manaus amanheceu neste domingo (18) com a qualidade do ar classificada como péssima. Às 6h, a concentração média de material particulado fino (MP2,5) atingiu 150,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Esse valor considera a leitura de 14 sensores da plataforma PurpleAir.
Além disso, o novo aumento dos focos de calor no interior do Amazonas contribui para a presença de fumaça sobre a capital. Com isso, a qualidade do ar também fica comprometida.
Aulas suspensas nas redes municipal e estadual
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) confirmou a continuidade da suspensão das aulas presenciais nesta segunda-feira (19). Segundo a pasta, a medida busca preservar a saúde de estudantes e profissionais da educação.
Para evitar prejuízos à aprendizagem, os professores deverão seguir as orientações pedagógicas encaminhadas anteriormente pela equipe responsável da rede municipal. Assim, a secretaria pretende garantir a continuidade do processo de ensino durante a suspensão.
Já a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar anunciou a suspensão das aulas nas escolas estaduais da capital. A medida vale para todos os turnos desta segunda-feira.
Além da capital, a suspensão também atinge as escolas estaduais de Autazes e Nova Olinda do Norte. Dessa maneira, as unidades desses dois municípios do interior também deixarão de receber os estudantes presencialmente.
Suspensão segue orientação de saúde
A Secretaria de Estado de Educação informou que a decisão segue as diretrizes do Procedimento Operacional Padrão (POP). Para isso, a pasta utiliza como referência a Nota Técnica Conjunta nº 22/2026, publicada em 7 de agosto.
O documento foi elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).
A nota técnica orienta medidas preventivas para proteger a comunidade escolar durante períodos de baixa qualidade do ar. Além disso, estabelece estratégias pedagógicas e procedimentos de registro para as instituições de ensino. Dessa forma, as escolas devem adotar medidas que conciliem a proteção da saúde com a continuidade da aprendizagem.
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