Manaus (AM)- A direção estadual do Avante no Amazonas decidiu iniciar um processo de expulsão contra o deputado estadual Wanderley Monteiro, acusado de quebra de fidelidade partidária.
A medida foi tomada após o parlamentar assinar o requerimento de abertura de uma CPI proposta pelo deputado Péricles do Nascimento (PL), que investigará repasses do Governo do Amazonas à Prefeitura de Manaus no âmbito do programa Asfalta Manaus. A representação contra Wanderley foi apresentada pelo prefeito de Manaus, David Almeida, que também preside o Avante no estado.
Segundo o partido, a decisão foi tomada de forma unânime pela executiva estadual e municipal, com base no estatuto da sigla e na legislação eleitoral, que visa preservar a coerência política e o compromisso com a base eleitoral.
A reunião que definiu a abertura do processo contou com a presença do presidente municipal do Avante, Tadeu de Souza, vice-governador do Amazonas, além do presidente da Câmara de Manaus, David Reis, e do líder do prefeito na Casa, Eduardo Alfaia.
Em nota, Wanderley Monteiro afirmou que ainda não foi comunicado sobre o processo e defendeu sua posição, alegando que assinar uma CPI “não configura, sob nenhuma hipótese, ato de infidelidade partidária”. O parlamentar também reforçou seu compromisso com a transparência e prometeu se manifestar após ser notificado.
Péricles sai em defesa de Wanderley
Durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas nesta terça-feira (12), o deputado Péricles do Nascimento saiu em defesa de Wanderley, classificando a ação do prefeito como uma “ameaça”.
“Ele assinou a CPI dentro de sua convicção de que os recursos do Estado devem ser fiscalizados. E vem o prefeito ameaçar com expulsão e perda de mandato”, afirmou.
Péricles ainda destacou que, mesmo que o partido decida pela expulsão, Wanderley não perderá o mandato, citando jurisprudência sobre o tema. “Ele ficará livre para escolher outra sigla”, completou.
Falta de produtividade também pesaria na decisão
Apesar da justificativa oficial ser a quebra de fidelidade partidária, fontes ouvidas pela reportagem indicam que o real motivo seria a baixa produtividade de Wanderley Monteiro.
O parlamentar estaria acumulando faltas e não estaria alinhado com os princípios do partido, o que teria motivado a ação interna.
O caso ainda deve gerar novos desdobramentos, especialmente após a notificação formal ao deputado e sua possível defesa perante a legenda.



