Estado tem dado importante contribuição com projetos que demandam mão de obra nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura e mobilidade urbana
O estado tem dado importante contribuição com projetos que demandam mão de obra nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura e mobilidade urbana
No Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1º de maio), os números do mercado de trabalho ajudam a contar uma história que vai além das estatísticas. No Amazonas, por exemplo, a geração de empregos tem ganhado impulso direto de políticas públicas estruturadas. Um exemplo concreto nesse sentido são as obras executadas pelo Governo do Estado nas áreas de habitação, saneamento básico, infraestrutura e mobilidade urbana.
Os programas e projetos conduzidos nessas áreas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), já geraram mais de 200 mil empregos diretos e indiretos, de 2019 a março de 2026, boa parte impulsionados pela construção civil. A informação é do engenheiro civil Marcellus Campêlo, segundo vice-presidente do União Brasil Amazonas. Campêlo foi secretário dos dois órgãos no período citado, se desincompatibilizando para colocar o nome à disposição do partido, como pré-candidato a deputado estadual.
No país, segundo ele, a construção civil responde por 10% a 15% dos empregos gerados. Na região Norte, o desempenho do setor depende muito das obras públicas. A região apresenta menor diversificação econômica e maior concentração em poucos polos. “Nesse cenário, a construção civil assume um papel estratégico, funcionando como motor de dinamização econômica, sobretudo em capitais e municípios que recebem obras estruturantes”, afirma.
No Amazonas, diz ele, essa relação entre investimento público e geração de empregos é ainda mais evidente, com a construção civil ocupando espaço importante na oferta de vagas. Os projetos públicos em execução no estado, de acordo com Marcellus Campêlo, têm potencial para gerar milhares de empregos, contribuindo de forma significativa para os resultados observados no mercado de trabalho amazonense.
Ele observa que a construção civil é um setor que absorve trabalhadores com diferentes níveis de qualificação, abrindo desde oportunidades para quem busca o primeiro emprego até funções técnicas mais especializadas. “Em regiões com maiores desafios socioeconômicos, esse fator amplia o impacto social das obras públicas”, frisa.
Programas de governo
A Sedurb e a UGPE comandam obras muito grandes, onde as vagas de trabalho são muito significativas e impactam o mercado, absorvendo mão de obra inclusive do entorno onde os empreendimentos são erguidos. Marcellus Campêlo cita como referência os programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), na capital, e de Saneamento Integrado (Prosai), que foi concluído em Maués e está em andamento em Parintins, todos sob a condução da UGPE. “São programas que realizam obras nas áreas de habitação, saneamento, infraestrutura e mobilidade urbana, recrutando mão de obra para os mais diversos setores, aquecendo toda a cadeia produtiva da construção”, observa.
Também merece destaque, na sua concepção, o Amazonas Meu Lar, o maior programa habitacional do estado, coordenado pela Sedurb, e que tem uma vertente muito forte de atuação em parceria com a construção civil e o setor imobiliário. O programa amplia o acesso à moradia e, ao mesmo tempo, aquece o mercado, fortalecendo a economia local e criando novas vagas de trabalho.
Uma das linhas do programa é o Subsídio Entrada do Meu Lar. Por meio dessa linha o Governo do Estado disponibiliza o pagamento da entrada do financiamento de imóvel que está sendo adquirido através do programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) e da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM) mostram que, em 2025, Manaus movimentou R$ 3,4 bilhões em vendas de imóveis dentro do MCMV, um crescimento de 24% em relação a 2024. Esse avanço, distribuído em diversos empreendimentos na capital, intensificou a geração de empregos diretos nos canteiros e indiretos em toda a cadeia produtiva.
Um dos principais fatores para esse desempenho foi justamente o subsídio Entrada do Meu Lar, considerado um dos maiores do país, com valores de até R$ 35 mil para a Faixa 1, R$ 30 mil para a Faixa 2 e R$ 20 mil para a Faixa 3. “Com isso, o programa ampliou o acesso à moradia, especialmente entre famílias de baixa renda, movimentou o mercado da construção civil, com empreendimentos sendo erguidos na capital e interior, e gerou empregos no estado”, relaciona Marcellus Campêlo.
Os investimentos em infraestrutura também impulsionaram a geração de empregos. São exemplos as obras de pavimentação e recapeamento asfáltico, desenvolvidas pelo programa Asfalta Amazonas, e a implantação de iluminação pública de LED em todo o interior, por meio do Ilumina+. Os dois programas são executados pela UGPE.
Marcellus Campêlo ressalta, no contexto do Dia do Trabalhador, que o caso do Amazonas ilustra como políticas públicas bem estruturadas podem ir além da entrega de obras e alcançar resultados concretos na vida da população.
(*) Com informações da assessoria
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