MANAUS – A manifestação dos professores contra a reforma da Previdência municipal terminou em tumulto na noite de quinta-feira (20), na Ponta Negra, zona oeste de Manaus. O ato, inicialmente planejado como uma mobilização pacífica, foi marcado por divergências internas e críticas à condução das lideranças sindicais.
Lideranças e sindicalistas ligadas a Asprom Sindical foram ao calçadão após ser informado de que o prefeito David Almeida (Avante) estaria no local. A intenção, segundo alguns participantes, era buscar uma tentativa de diálogo sobre os impactos da nova legislação previdenciária.
No entanto, o que poderia ser uma aproximação acabou se tornando um ambiente de tensão. Parte das lideranças sindicais, posicionada em um carro de som, adotou discursos mais duros, o que elevou o clima e dificultou qualquer abertura para conversa. Professores presentes relataram que a condução do ato saiu do controle.
Enquanto muitos buscavam discutir pontos específicos da reforma — como idade mínima e regras de transição — outras lideranças priorizaram palavras de ordem e confrontos verbais, o que dividiu a categoria. Houve críticas de que o movimento estaria sendo usado como plataforma política, prejudicando o objetivo central da mobilização.
O tumulto gerou bloqueios temporários no trânsito da área turística e incômodo para moradores e frequentadores da Ponta Negra.
A expectativa é que, nas próximas semanas, novas reuniões sejam agendadas para retomar o debate previdenciário em um ambiente mais organizado, com foco no conteúdo da proposta e na escuta da categoria.



