Brasil (BR)- Na tarde desta segunda-feira (18), um vídeo de Kamylinha, amiga próxima do influenciador Hytalo Santos, comoveu as redes sociais. A jovem, menor de idade e que convivia com Hytalo, falou pela primeira vez sobre a prisão dele e de seu marido, Israel Nata, após denúncias graves que chocaram a internet.
Emocionada e com lágrimas nos olhos, Kamylinha defendeu Hytalo, descrevendo-o como uma figura paterna.
“Ele sempre cuidou de mim, me deu apoio, amor, tudo que um pai faria. Não acredito nas coisas que estão falando dele”, afirmou.
Ela não detalhou as acusações, mas pediu que as pessoas “conhecessem a verdade” antes de julgar.
Denúncias e prisão
A prisão de Hytalo e Israel ocorreu após o youtuber Felca publicar, em 6 de agosto, um vídeo intitulado “adultização”, que ultrapassou 40 milhões de visualizações.
Nele, Felca acusou Hytalo de explorar crianças e adolescentes em seus conteúdos, promovendo situações de conotação sexual, como danças sensuais e cenas com bebidas alcoólicas.
Além disso, o influenciador teria oferecido benefícios, como iPhones, carros e cirurgias plásticas, às famílias dos menores em troca de participação nos vídeos. As suspeitas levaram a investigações por tráfico de pessoas e exploração infantil.
Investigação e bloqueio de contas
O caso já era acompanhado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde 2024, após denúncias de festas com menores no condomínio onde Hytalo morava, em Bayeux. Com o vídeo de Felca, as investigações se intensificaram, resultando na suspensão dos perfis do influenciador e na proibição de contato com os adolescentes envolvidos.
Kamylinha, que integrava a “Turma do Hytalo” desde os 12 anos, tornou-se uma das figuras centrais da polêmica. Sua conta no Instagram, com 11 milhões de seguidores, foi bloqueada por ordem judicial.
O caso segue sob investigação, enquanto a defesa de Hytalo e Israel nega as acusações. A repercussão do vídeo de Kamylinha reacendeu o debate sobre a responsabilidade de influenciadores digitais e a proteção de menores na internet.6


