domingo, maio 17, 2026
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos
No Result
View All Result
PSA Noticias
  • Início
  • Amazonas
  • Acontecimentos
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Poderes
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo
  • Início
  • Amazonas
  • Acontecimentos
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Poderes
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo
No Result
View All Result
PSA Noticias
No Result
View All Result
Home Poderes

Famílias ampliam presença na política do Amazonas e dificultam renovação

Redação por Redação
26 de abril de 2026
A A
Famílias ampliam presença na política do Amazonas e dificultam renovação

Presença de sobrenomes no poder levanta debate sobre renovação política e regras eleitorais no estado

A força do sobrenome perdura por gerações. Essa realidade é visível na política, onde sucessores seguem o caminho dos pais no parlamento, seja municipal, estadual ou federal. No Amazonas, esse movimento se repete em diferentes grupos políticos e atravessa partidos, cargos e regiões do estado. Apesar do amparo legal, cientistas políticos consideram que a prática dificulta a renovação política e a consolidação dos valores democráticos nos partidos.

Famílias com trajetória consolidada marcam presença no cenário político e eleitoral, seja pela manutenção de mandatos, seja pela entrada de novos nomes ligados à figura familiar em exercício.

Alguns casos conhecidos no estado são o do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), que, em seu quarto mandato, é acompanhado no parlamento pelos filhos: o vice-prefeito Emanoel Pinheiro (União Brasil), o deputado federal Adail Filho (MDB) e a deputada estadual Mayara Pinheiro (Republicanos). Além disso, o ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), conta com o irmão, deputado estadual Daniel Almeida, e a filha, pré-candidata a deputada federal e presidente nacional do Núcleo Jovem do Avante, Fernanda Aryel Almeida.

Outro caso é o do deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil) e o filho, vereador Diego Afonso (União Brasil). Da mesma forma, o deputado federal Átila Lins (PSD), em seu nono mandato consecutivo, atua ao lado do sobrinho, deputado estadual George Lins (União Brasil), filho do ex-deputado estadual Belarmino Lins, conhecido como Belão. Também aparecem a deputada estadual Débora Menezes (PL) e o pai, coronel Menezes (Avante), além da deputada estadual Joana Darc (União Brasil) ao lado do esposo, o vereador Aldenor Lima (União Brasil).

Segundo o cientista político Carlos Santiago, a sequência familiar na política é um fenômeno histórico, presente em países desenvolvidos e, de forma mais intensa, em países como o Brasil. Ele denomina esse processo de “filhotismo”.

“Não é à toa que o estado do Amazonas tem um parlamento na capital e expressa essa relação familiar ou com membros do legislativo estadual ou com os detentores de cargos no poder executivo e mais, no interior do estado o poder quase semifeudal das famílias se reflete não só no controle das prefeituras, mas também nas eleições para o parlamento estadual e federal em que os grupos familiares dos municípios elegem suas mulheres, filhos, irmãos como uma extensão do seu poder”, avalia Santiago.

Fenômeno nacional e presença em outros estados

Em diferentes regiões do país, sobrenomes conhecidos seguem ocupando cadeiras em todas as esferas do poder legislativo.

No Maranhão, a família do ex-presidente José Sarney mantém influência política há décadas. No Rio de Janeiro, o sobrenome Bolsonaro se consolidou com a eleição de diferentes integrantes para cargos legislativos e executivos. Já em Alagoas, a família de Renan Calheiros construiu uma trajetória contínua no Congresso Nacional.

Esses exemplos mostram que a sucessão política familiar não é um fenômeno isolado do Amazonas e integra o histórico do sistema político brasileiro. Em muitos casos, o sobrenome funciona como elemento de identificação junto ao eleitorado e representa redes de apoio já estruturadas.

Segundo cientistas políticos, esse padrão está relacionado ao comportamento do eleitor. Nomes conhecidos tendem a ter mais visibilidade e, consequentemente, maior competitividade nas eleições.

O cientista político André César afirma que o eleitor tem desconsiderado propostas políticas e aderido mais à comunicação de campanha.

“Talvez o eleitor nem conheça os trabalhos ou a atuação parlamentar do patriarca, mas só de ouvir o nome ele já identifica e pensa: se esse cara está aí, ele deve ser bom. É assim que acontece”, comenta. “É uma questão corriqueira da política brasileira. O eleitor tem votado pouco em propostas políticas”, completou César.

Prejuízos à renovação

Para o cientista político Carlos Santiago, a continuidade das famílias na política compromete a renovação de nomes no cenário parlamentar.

“Isso tudo acaba dificultando uma renovação política, uma consolidação dos valores democráticos nos partidos políticos e quando se tem uma mudança, a mudança é sempre ‘do mais do mesmo’ porque o novo ou usa ou vem com uma embalagem antiga, tradicional e não há a curto prazo qualquer indicação de que haja mudança”, explica.

O cientista André César também aponta impactos na representação. “É algo ruim para a democracia porque em tese não se está dando voz e espaço para participação do grande debate de setores importantes da sociedade, negros, povos originários, mulheres e afins. É uma questão delicada, complicada. Esse nosso modelo, sem uma reforma política, isso vai se reproduzir para sempre”.

Legalidade e debate democrático

Do ponto de vista legal, não há impedimento para que familiares de políticos disputem eleições. A legislação brasileira permite candidaturas desde que cumpridos requisitos como filiação partidária e elegibilidade.

No entanto, a recorrência de sobrenomes no poder alimenta o debate sobre legitimidade democrática. Para especialistas, o ponto central não está na legalidade, mas nos efeitos dessa dinâmica sobre a representação política.

A repetição de grupos familiares pode indicar continuidade de projetos e experiência administrativa. Por outro lado, pode levantar dúvidas sobre diversidade e renovação de ideias.

Além disso, existem situações em que a candidatura de parentes pode ser questionada na Justiça. Segundo o advogado eleitoralista Fued Semen Neto, a principal regra é a inelegibilidade reflexa, prevista na Constituição Federal.

“A Constituição estabelece que são inelegíveis, dentro da área de atuação do político no cargo, o cônjuge e parentes de até segundo grau. Isso inclui filhos, pais e irmãos”, explica.

Ele destaca cenários que podem gerar questionamentos.

“Se um governador, por exemplo, já exerceu dois mandatos, um parente próximo não pode se candidatar na sequência direta. A Justiça entende que isso pode configurar uma continuidade indevida do mesmo grupo familiar no poder”, afirma.

“Divórcios ou dissoluções de união estável feitos durante o mandato não afastam a inelegibilidade, justamente para evitar fraudes com o objetivo de viabilizar candidaturas”, ressalta.

“Um filho de governador, por exemplo, não pode disputar uma prefeitura no mesmo estado durante o mandato do pai. Porém, em outro estado, onde não há essa influência direta, a candidatura pode ser possível”, conclui.

Leia Também

‘Pautas do Norte serão muito bem defendidas’, diz deputado federal João Carlos
Poderes

‘Pautas do Norte serão muito bem defendidas’, diz deputado federal João Carlos

Campanhas mudam e redes sociais ganham força nas eleições
Poderes

Campanhas mudam e redes sociais ganham força nas eleições

Eduardo Braga reage à ação da Fiesp contra a Zona Franca
Poderes

Eduardo Braga reage à ação da Fiesp contra a Zona Franca

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos

© 2024 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas

No Result
View All Result
  • Início
  • Amazonas
  • Acontecimentos
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Poderes
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo

© 2024 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas