O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) explicou nesta quarta-feira (15) como ocorreu o vazamento de gás tóxico registrado em uma indústria do Distrito Industrial de Manaus. Segundo a tenente Valdenize, o problema começou após uma reação química envolvendo o monômero de estireno armazenado em um tanque da empresa.
De acordo com a oficial, o líquido passou por uma expansão dentro do reservatório, o que provocou a liberação do gás pelo sistema de segurança do equipamento.
“Existe esse líquido que sofreu um supercrescimento, por isso houve a extrapolação do gás do tanque”, explicou a tenente Valdenize.
Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, o tanque não sofreu rompimento e nenhum equipamento apresentou quebra. A liberação aconteceu pela válvula de segurança instalada no próprio reservatório.
“Não tem nada quebrado, não tem nenhum registro quebrado. É só a válvula de segurança do próprio tanque”, afirmou.
A ocorrência mobilizou equipes de emergência após o forte odor do produto se espalhar pela região do Distrito Industrial e ser percebido por moradores de diferentes áreas de Manaus. Como medida preventiva, trabalhadores da empresa envolvida e de estabelecimentos próximos deixaram os locais enquanto os órgãos acompanhavam a situação.
Para atender a ocorrência, o Corpo de Bombeiros empregou cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 militares. A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) auxiliou no isolamento da área, enquanto brigadistas da própria empresa também participaram das ações.
Segundo a corporação, o Grupamento de Biossegurança e Produtos Perigosos do CBMAM atua no local durante o controle da ocorrência.



