Texto: Kaynã Nascimento (Jornalista de Cultura e Entretenimento)
Manaus (AM)- No próximo dia 16 de agosto, o Almirante Hall será palco de uma das festas mais aguardadas do circuito alternativo: o Baile Cult. Mais do que um evento, o Baile Cult é um manifesto sonoro que mistura funk, cultura periférica e a força das raízes regionais.
Nesta edição, o tema é uma homenagem à energia contagiante do Rock Doido Paraense, levando o público a uma imersão na cultura nortista, com influências de Manaus, Belém e muito mais.
O evento está além de ser somente uma festa, é um ato de resistência, um grito de orgulho das raízes nortistas e periféricas.
A Fusão dos Ritmos: Do Brega ao Funk, do Rock Doido ao Tecno Melody
O Baile Cult não se limita a um único gênero, nele ouvimos e sentimos um caldeirão de batidas que representa a pluralidade das periferias.
Nesta noite, os DJs vão misturar Tecno Brega, Funk Mandelão, Funk Carioca e Tecno Melody, criando um setlist que vai do clássico ao contemporâneo, sempre com a pegada quente e pulsante do Norte.
E para coroar a festa, a atração nacional Miss Tacacá, diretamente do Pará, promete incendiar o palco com seu som ousado e cheio de identidade, representando o melhor do underground periférico nortista.
A cultura periférica estará em seu estado mais puro e potente, mostrando que a regionalização não é só um detalhe, mas a essência que move o país.
Line-Up Local: Os DJs que vão comandar a noite

A seleção de DJs desta edição é puro fogo, com nomes que já movimentam as pistas da cidade:
– DJ Deshawn
– DJ Edu7
– DJ Lessa
– DJ Yasmina
– DJ Hayden
– DJ Alan
Cada um trará sua própria leitura dos ritmos que embalam o Norte e o Brasil, garantindo uma noite de muita dança, resistência e celebração.
Cultura Nortista em Destaque: Boi-Bumbá, Forró Galeroso e muito mais
Cada batida é um recado: a cultura que nasce nas comunidades não pede licença, ocupa espaço. E é assim que se escreve história – com DJs locais comandando o som.
Além da música, o Baile Cult vai mergulhar na estética e nos elementos tradicionais do Pará e do Amazonas. O Boi-Bumbá, o Forró Galeroso e referências ao Carimbó e ao Brega Pop vão se misturar às batidas eletrônicas, criando uma experiência única.

Em conversa com a produtora do evento, Daiane Caroline a equipe do portal PSA NOTÍCIAS, teve acesso a algumas novidades e confirmações sobre o que irá acontecer no evento.
O Baile Cult promete uma experiência sonora única, misturando tecno brega, funk, forró de galeroso e referências ao boi-bumbá de Parintins. Como esses elementos serão incorporados no evento ?
Então, sobre a fusão de ritmos e a cultura norte no Baile Cult, a gente não faz só a festa, a gente provoca um sentimento de memória, de corpo, e nessa edição a pista vai puxar muito com uma mistura sonora única, porque vamos ter tecnobrega, vamos ter funk, vamos ter forró de galeroso, vamos ter eletro-funk, vamos ter de tudo. Não vamos só tocar esse som, a gente vai viver eles, a gente costuma costurar tudo isso com estética, batida e presença de pista.
Nesta edição, quais elementos visuais e cênicos serão utilizados para reforçar a cultura nortista ? Teremos projeções inspiradas no Festival de Parintins, figurinos que remetam ao galeroso ou até mesmo intervenções de dança que misturem passos de funk e carimbó? Ou será tipo os paredões paraenses como o crocodilo, o rubi e etc?
Sobre a atmosfera visual estética e performática, quem já foi no baile cult sabe, que o baile é imersivo, a gente não só decora, a gente transporta. Nessa edição, vamos lançar um reels muito especial de look cultural, né, com a Lessa e a Júlia, onde elas vão estar usando miçanga, brinco de pena, tecidos vibrantes, neon, dourado, uma estética de galeroso com uma identidade visual da floresta. Esse vídeo vai simbolizar o vestir como resistência, sabe? Serian como uma afirmação cultural, um manifesto visual, tipo de quem somos com brilho e com cor com raízes e com batidas.

Com seis DJs locais convidados para compor o line-up, como foi feita a seleção desses artistas? Eles representarão vertentes diferentes da música eletrônica e regional ou terão um foco específico, como technobrega, funk+melody ou até mesmo experimentações com sons amazônicos ?
A gente tá trazendo seis DJs da cena local com perfis diferentes, mas que se conectam com o ponto, a experimentação da Amazônia, né? Com o som da rua. Vai ter bregafunk, vai ter funk melody, vai ter funk mandelão, vai ter funk bruxaria, vai ter eletro-funk, vai ter vários outros tipos de vertentes do funk. E essa curadoria é sobre representatividade e inovação com artistas pretos, LGBTQIA+, periféricos, independentes, tudo que representa a alma do baile culto.
Eventos como o Baile Cult são a prova viva de que nossa capital ferve de talento, resistência e identidade. Devemos apoiar quem bota a mão na massa pra fazer a noite pulsar, porque cultura feita na quebrada merece plateia lotada e respeito.




