terça-feira, outubro 27, 2026
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos
No Result
View All Result
PSA Noticias
  • Início
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Sociedade
  • Poderes
  • Amazônia
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo
  • Início
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Sociedade
  • Poderes
  • Amazônia
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo
No Result
View All Result
PSA Noticias
No Result
View All Result

Amom aciona MPs por aumento da conta de luz no Amazonas

Redação por Redação
9 de setembro de 2026
A A

Deputado cobra da Aneel detalhes sobre reajuste de 2026 e investiga possíveis impactos de dívidas da antiga Amazonas Energia.

Manaus (AM) – O deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) aprofundou a fiscalização sobre o aumento da conta de luz e a precariedade do serviço de energia elétrica no Amazonas. Após reunir documentos e sistematizar reclamações encaminhadas por consumidores ao gabinete, o parlamentar acionou o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), além de requisitar à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informações detalhadas sobre a composição das tarifas aplicadas em 2026.

Entre as situações apresentadas ao mandato estão relatos de aumentos de fatura considerados indevidos ou desproporcionais pelos consumidores, problemas de medição e faturamento, interrupções no fornecimento, oscilações de energia, demora no restabelecimento e dificuldades nos canais de atendimento.

A iniciativa visa averiguar possíveis irregularidades no reajuste e esclarecer se dívidas ou outros passivos relacionados à antiga Amazonas Energia tiveram repercussão, direta ou indireta, sobre as contas dos consumidores. A denúncia busca verificar, com base em documentos técnicos, se passivos, perdas, componentes financeiros, custos operacionais ou outras obrigações da estrutura anterior permaneceram vinculados à concessão e se possuem alguma repercussão nas tarifas atuais.

“O amazonense está sendo obrigado a pagar uma conta cada vez mais pesada para receber um serviço que continua falhando. Quando uma empresa acumula bilhões em dívidas e problemas, muda o controle da concessão e depois a conta de luz pesa ainda mais no bolso da população, existe uma pergunta muito simples que precisa ser respondida: quem ficou com essa conta? Porque ela não pode ser empurrada para o trabalhador, para a mãe de família, para o aposentado e para o pequeno comerciante do Amazonas. O consumidor não pode virar o caixa eletrônico de um sistema que acumulou dívidas e ineficiências durante anos. Se houve erro, prejuízo ou má gestão, nós vamos descobrir quem é responsável e cobrar que a população seja protegida”, declarou o deputado.

Reajuste não condiz com a realidade

No ofício enviado à Agência, Amom cobra a memória integral do cálculo utilizado no reajuste e a discriminação de cada parcela que compõe a tarifa. O pedido abrange custos de compra e transmissão de energia, distribuição, encargos setoriais, subsídios, componentes financeiros, receitas irrecuperáveis, custos operacionais e perdas técnicas e não técnicas.

O deputado também pede que a ANEEL informe se os valores efetivamente cobrados dos consumidores correspondem aos índices homologados e explique quais critérios econômicos e regulatórios foram utilizados para projetar e aprovar o reajuste. A apuração pretende verificar, ainda, se o princípio da composição tarifária – que exige tarifas justas e compatíveis com a adequada prestação do serviço – foi devidamente observado.

Dívida, transferência de controle e relação com o governo federal

O histórico levantado pelo gabinete aponta que a crise econômico-financeira da concessão é anterior à entrada da Âmbar Energia. Conforme relatório do Grupo de Trabalho do Ministério de Minas e Energia, a dívida líquida da Amazonas Energia alcançava aproximadamente R$ 9,6 bilhões em setembro de 2023, em um cenário descrito como de insustentabilidade econômico-financeira.

O mesmo relatório registra que uma flexibilização dos custos operacionais homologada pela ANEEL em 2017 elevou em cerca de 79,7% os custos operacionais reconhecidos e provocou impacto médio estimado de 9,8% nas tarifas da distribuidora. O documento também apontou que as perdas não técnicas representavam 13,4% da tarifa residencial, a maior participação desse componente no país.

A Agência também deverá esclarecer quais efeitos tarifários foram projetados durante o processo de transferência para a Âmbar Energia e se a expectativa apresentada à época era de aumento, redução ou neutralidade nas contas de luz.

Os dados levantam questionamentos sobre a possibilidade de dívidas, perdas ou ineficiências da estrutura anterior continuarem produzindo efeitos econômicos sobre a concessão. Por isso, Amom requisitou à ANEEL a identificação dos passivos, ativos regulatórios, perdas, custos e mecanismos de compensação que foram mantidos, transferidos, reestruturados ou extintos após a mudança de controle.

Em junho de 2024, a Eletrobras anunciou a venda de 13 usinas termelétricas para a Âmbar Energia por R$ 4,7 bilhões. Poucos dias depois, foi publicada a Medida Provisória 1.232/2024, editada pelo governo federal para enfrentar a crise econômico-financeira da Amazonas Energia e que alterou regras relacionadas aos contratos das termelétricas e à possibilidade de transferência do controle da distribuidora. À época, a proximidade entre as duas operações gerou questionamentos públicos e pedidos de investigação sobre eventual favorecimento. Reportagens publicadas naquele período também apontaram que representantes da Âmbar estiveram no Ministério de Minas e Energia diversas vezes antes da operação.

Histórico de fiscalização

A atuação do gabinete sobre o serviço de energia no Amazonas começou antes da entrada da Âmbar. Entre 2023 e 2024, Amom apresentou oito Requerimentos de Informação ao Ministério de Minas e Energia relacionados à fiscalização da Amazonas Energia, à qualidade do serviço, à crise da concessão e às distorções tarifárias.

Em 2023, os RICs 2049/2023 e 2050/2023 cobraram providências do MME e da ANEEL diante de reclamações envolvendo cobranças, medição, faturamento, interrupções e deficiência no atendimento. O RIC 2743/2023 questionou as distorções nas contas de energia, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em 2024, os RICs 1428/2024, 1838/2024 e 1966/2024 acompanharam a recomendação de caducidade da concessão, as falhas recorrentes no serviço e as tratativas para a transferência do controle da distribuidora. Já os RICs 2499/2024 e 2500/2024 reiteraram cobranças anteriores após o gabinete considerar insuficientes os esclarecimentos apresentados.

MPF e MPAM acionados

No Ofício 155/2026-CD/GAB760, Amom solicita que o MPF instaure procedimento administrativo, inquérito civil ou outro instrumento de apuração para examinar a regularidade da evolução das tarifas em 2026 e os possíveis efeitos econômico-financeiros da transferência de controle.

O deputado pede que o órgão obtenha junto à ANEEL a íntegra dos processos administrativos, estudos, notas técnicas, pareceres, planilhas e memórias de cálculo relacionados à operação. Também requer a apuração do uso de recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), da Reserva Global de Reversão (RGR) e de outros fundos ou encargos setoriais.

Ao MPAM, por meio do Ofício 156/2026-CD/GAB760, o parlamentar solicita uma apuração voltada à proteção dos consumidores. O pedido inclui a análise de faturas emitidas antes e depois do reajuste, dos procedimentos de medição e faturamento e das reclamações registradas no Procon-AM e em outros órgãos de defesa do consumidor.

O Ministério Público estadual também foi provocado a verificar possíveis padrões de cobrança indevida, falhas sistemáticas de faturamento, interrupções recorrentes, deficiência no atendimento e eventual incompatibilidade entre os valores cobrados e a qualidade do serviço entregue à população.

Caso sejam identificadas irregularidades de alcance coletivo, o ofício solicita a adoção das medidas cabíveis para interromper as práticas e reparar os consumidores, inclusive com restituição de valores quando juridicamente aplicável.

Além das tarifas, Amom cobra informações sobre o cumprimento dos investimentos anunciados pela Âmbar Energia. Em maio de 2026, foi divulgado um pacote de aproximadamente R$ 2,34 bilhões para modernização da rede e melhoria do atendimento no Amazonas, além de R$ 153,1 milhões para ações de descarbonização. A fiscalização busca identificar quanto já foi efetivamente investido, quais projetos foram executados e se os resultados chegaram aos consumidores na forma de um serviço mais eficiente, seguro e contínuo.

LEIA MAIS:

Âmbar recomenda que amazonenses usem ventilador para reduzir conta de luz

Leia Também

Poderes

Governo argentino nega entrada de Flávio Bolsonaro no país

Poderes

Polícia Federal cancela passaportes de Flávio Bolsonaro

PF apura se Flávio Bolsonaro deixou o país pela Argentina para seguir aos EUA; aliados negam fuga
Poderes

PF apura se Flávio Bolsonaro deixou o país pela Argentina para seguir aos EUA; aliados negam fuga

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE
  • Home
  • Sobre Nós
  • Contatos

© 2024 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas

No Result
View All Result
  • Início
  • CENÁRIO POLÍTICO
  • Sociedade
  • Poderes
  • Amazônia
  • Cultura
  • Entretenimento
  • Brasil
  • Mundo

© 2024 - Desenvolvido por Webmundo Soluções Interativas

;