Itapetininga (SP)- O corpo de uma menina de 5 anos foi encontrado enterrado sob uma camada de concreto no quintal da própria casa, em Itapetininga, interior de São Paulo. Maria Clara Aguirre Lisboa vivia no local com a mãe e o padrasto, agora principais suspeitos de seu assassinato.
O caso veio à tona após uma denúncia da família paterna, que desconfiou da versão dada pela mãe sobre o desaparecimento da criança. O sumiço foi comunicado à polícia apenas no dia 8 de outubro, mas acredita-se que a menina já estivesse morta há semanas.
Durante as buscas, os agentes localizaram os restos mortais de Maria Clara em uma cova rasa coberta de concreto. De acordo com a Polícia Civil, o corpo estava em avançado estado de decomposição, indicando que o crime pode ter ocorrido há cerca de 20 dias.
A mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, de 25 anos, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, de 23, foram presos em flagrante. Eles confessaram o crime durante o interrogatório. Segundo o relato do casal à polícia, a morte aconteceu após uma discussão, e eles decidiram ocultar o corpo dois dias depois.
O delegado Franco Augusto Ferreira, responsável pelo caso, detalhou a brutalidade. “Eles descontavam a raiva na menina. Disseram que não pretendiam matá-la, mas que as agressões ultrapassaram o limite e resultaram na morte”, explicou. Rodrigo admitiu que o relacionamento com Luiza era conturbado e que a criança era alvo constante de violência.
As investigações agora buscam apurar o possível envolvimento dos pais de Rodrigo, que são os proprietários do imóvel. “Há indícios de que eles souberam do homicídio e tiveram contato com o corpo antes de a criança ser enterrada no quintal”, afirmou o delegado.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao IML. A Justiça acatou o pedido de prisão temporária do casal, que permanece detido. As defesas dos dois suspeitos ainda não se manifestaram publicamente.



