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Assessora ligada a Valdemar já foi alvo de operação da Polícia Federal

Redação por Redação
11 de julho de 2026
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Assessora ligada a Valdemar já foi alvo de operação da Polícia Federal

Investigação da PF aponta que três servidores da Câmara teriam atuado no suposto desvio de emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria contado com o apoio de três servidores da Câmara dos Deputados para o suposto controle e desvio de emendas parlamentares, segundo investigação da Polícia Federal (PF). A apuração embasou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de emendas e de bens do dirigente partidário.

Assessora já havia sido investigada pela PF

Entre os servidores citados na decisão está Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Ela é suspeita de atuar na operacionalização de emendas do chamado orçamento secreto e foi alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado.

Desde então, Tuca deveria permanecer afastada de atividades relacionadas à execução de recursos do Orçamento. No entanto, a PF aponta que, entre junho de 2024 e março deste ano, ela e outros dois servidores teriam participado do desvio de pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto. O valor investigado soma cerca de R$ 119,2 milhões.

Investigação cita outros dois servidores

Além de Mariângela Fialek, a investigação menciona Garigham Amarante e Nara Brum.

Tuca é ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. Atualmente, ela atua na Diretoria Administrativa da Casa, na área de Infraestrutura e Patrimônio.

Garigham exerce a função de assessor no gabinete da Liderança da Oposição, enquanto Nara Brum trabalha como assessora na Liderança do PL.

Mensagens apreendidas reforçam investigação

Em dezembro, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca na residência e no local de trabalho de Tuca. Considerada uma servidora de perfil técnico por parlamentares, ela teria participado da distribuição de emendas conhecidas como orçamento secreto. Segundo a investigação, ela era vista como uma das principais operadoras desse sistema e braço direito de Arthur Lira.

A PF apura duas possíveis frentes de atuação: a prática de peculato-desvio e a existência de uma possível associação criminosa envolvendo os servidores para beneficiar Valdemar Costa Neto.

Além disso, a decisão do ministro Flávio Dino menciona mensagens encontradas no celular de Tuca, apreendido durante a operação realizada em dezembro, nas quais há referências a Valdemar.

Defesas negam irregularidades

Procurado, Valdemar Costa Neto negou as acusações apresentadas pela investigação.

Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a atuação da servidora foi “estritamente técnica, apartidária e impessoal” e sustentou que não há atribuição de “nenhuma irregularidade funcional ou criminal” à assessora.

A CNN também informou que solicitou posicionamento da Câmara dos Deputados sobre os servidores mencionados na decisão do STF e aguarda resposta.

(*) Com informações da CNN Brasil

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