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Videolaparoscopia veterinária chega a Manaus e reduz tempo de recuperação de animais

Redação por Redação
18 de junho de 2026
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Videolaparoscopia veterinária chega a Manaus e reduz tempo de recuperação de animais

Técnica minimamente invasiva amplia opções de diagnóstico e cirurgia para cães, gatos e outros animais na capital amazonense.

Menor trauma cirúrgico, recuperação mais rápida e menos dor no pós-operatório estão entre os principais benefícios da videolaparoscopia, também conhecida como videocirurgia veterinária. A técnica minimamente invasiva permite ao cirurgião realizar pequenos cortes com o auxílio de uma câmera (laparoscópio) e instrumentos cirúrgicos específicos. A partir deste mês de junho, a alternativa moderna e de alta complexidade passa a integrar os serviços oferecidos pelo Centro de Especialidades Cirúrgicas e Veterinárias (CECV), em Manaus.

Sócia-fundadora do espaço e primeira profissional da capital amazonense especializada em videocirurgia em pequenos animais, a médica veterinária Ádria Camila Souza da Silva destaca que a chegada do serviço representa um importante avanço para a medicina veterinária local.

“É uma técnica que proporciona melhor visualização das estruturas internas e pode ser utilizada tanto para diagnóstico quanto para tratamento cirúrgico. Entre as aplicações diagnósticas estão a inspeção de órgãos internos, coleta de biópsias, investigação de doenças abdominais e avaliação de tumores. Já entre os procedimentos cirúrgicos estão a ovariectomia (castração), gastropexia preventiva, retirada de testículos ectópicos, colecistectomia (remoção da vesícula biliar), adrenalectomia (remoção das glândulas adrenais), nefrectomia (cirurgia nos rins), além de cirurgias hepáticas e procedimentos torácicos”, explica.

Segundo a especialista, a técnica pode ser aplicada em diferentes espécies, incluindo cães, gatos, equinos, bovinos, ovinos e caprinos. “Os pacientes mais comuns são cães e gatos. No entanto, nem todos os animais são candidatos ideais para o procedimento. A indicação depende do porte, da condição clínica e do tipo de doença apresentada”, ressalta.

Profissional especializado

Além de ser especializada em cirurgia oncológica e reconstrutiva, Ádria Camila destaca que a videolaparoscopia exige equipamentos específicos e capacitação técnica adequada. O investimento na nova tecnologia incluiu a aquisição dos aparelhos necessários e a realização do curso de Videocirurgia em Pequenos Animais pelo Impulsione Vet, em parceria com o Instituto de Medicina Veterinária (IMV) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

“As vantagens da videolaparoscopia são inúmeras, mas trata-se de uma técnica que exige treinamento especializado e um investimento inicial elevado. O procedimento geralmente segue etapas como anestesia geral, tricotomia e assepsia, insuflação do abdômen com gás carbônico (CO₂) para criar espaço interno, introdução da câmera e dos trocartes, visualização dos órgãos em monitor e realização da cirurgia com pinças delicadas e equipamentos específicos”, detalha.

A veterinária enfatiza que a capacitação é fundamental para lidar com possíveis intercorrências e compreender as limitações e contraindicações da técnica.

“Nem todos os casos podem ser tratados por videocirurgia. Em situações mais graves, pode ser necessário converter o procedimento para uma cirurgia aberta. Por isso, o conhecimento técnico é indispensável para garantir a segurança do paciente”, afirma.

Apesar do custo mais elevado, a especialista considera a videolaparoscopia uma evolução natural da cirurgia veterinária moderna. Em muitos casos, a recuperação é mais rápida, permitindo que os animais recebam alta no mesmo dia ou em até 24 horas após o procedimento.

“Como profissional, vejo inúmeros benefícios para os meus pacientes, especialmente os oncológicos. A técnica permite um diagnóstico mais preciso por meio de um procedimento menos invasivo. O pós-operatório é mais confortável, com menos dor, menor tempo de internação e redução do risco de infecções. Isso significa mais segurança e qualidade de vida para os nossos pacientes”, conclui.

LEIA MAIS:

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