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Sanear Amazônia avança e leva tecnologias sociais a 3 mil famílias

Redação por Redação
29 de maio de 2026
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Sanear Amazônia avança e leva tecnologias sociais a 3 mil famílias

Oficina no Marajó alinha nova fase do programa que amplia acesso à água, saneamento e inclusão produtiva na Amazônia Legal

Entre os dias 20 e 22 de maio, o município de Curralinho, no arquipélago do Marajó (PA), recebeu a Oficina de Formação em Tecnologias Sociais de Acesso à Água e Inclusão Produtiva. O encontro reuniu entidades executoras, equipes técnicas e parceiros do Programa Sanear Amazônia com Inclusão Produtiva.

A atividade foi realizada pelo Memorial Chico Mendes, com apoio do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Além disso, a oficina marcou o alinhamento da nova etapa do programa após a formalização de contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do Fundo Amazônia.

Programa amplia acesso à água e inclusão produtiva

O Sanear Amazônia prevê a ampliação de tecnologias sociais de acesso à água e saneamento em comunidades tradicionais da Amazônia Legal. Ao mesmo tempo, o programa integra ações de inclusão produtiva voltadas à segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade.

Segundo o presidente do Memorial Chico Mendes, Adevaldo Dias, a iniciativa deve alcançar mais de 3.600 famílias.

“As tecnologias sociais permitem levar às comunidades extrativistas da Amazônia água segura, saneamento, com banheiros e destinação dos resíduos e a inclusão produtiva. Mais de 3.600 famílias, cerca de 20 mil extrativistas, serão beneficiados nessa nova fase do Sanear. As executoras reunidas nestes dias estão contratadas pelo Memorial e habilitadas para atuar em cinco estados da Amazônia, levando esse importante trabalho”, declarou Adevaldo Dias.

Oficinas fortalecem integração entre equipes executoras

Durante a programação, representantes das organizações executoras participaram de atividades de alinhamento institucional, debates metodológicos e troca de experiências. Além disso, as equipes realizaram vivências práticas sobre a implementação das tecnologias sociais nos territórios amazônicos.

Para Michele Monteiro, da Sociedade, Meio Ambiente, Educação, Cidadania e Direitos Humanos (SOMECDH), o encontro fortalece a execução do programa.

“Para a nossa instituição, a oficina foi significativa. É importante alinhar as expectativas dos parceiros, o que vamos ver e trocar experiências nos ajuda a ter uma visualização melhor dos territórios em que vamos atuar”, explicou Michele Monteiro.

Projeto reforça desenvolvimento sustentável na Amazônia

Além das discussões técnicas, a oficina abordou instrumentos operacionais e de monitoramento. Dessa forma, o programa busca fortalecer a integração entre organizações executoras, equipes técnicas e comunidades atendidas.

O Instituto Vitória Régia também destacou a importância da troca de experiências. Segundo o presidente da entidade, Alex Keuffer, o trabalho deve ampliar o impacto local.

“O Instituto vai atuar aqui na região de Curralinho, levando tecnologias sociais agregadas com a inclusão produtiva e essa troca de experiências e saberes vai nos permitir realizar um trabalho mais acessível e de mais qualidade nas comunidades”, explicou.

Rede de instituições executa ações do programa

As ações do Sanear Amazônia serão executadas por organizações selecionadas por meio de edital de chamada pública. Assim, o programa fortalece uma rede de atuação territorial voltada ao acesso à água, dignidade e desenvolvimento sustentável.

Entre as instituições executoras estão: Instituto de Desenvolvimento Humano, Social e Ambiental (Desenvolver), Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha de São Salvador (ATAISS), Associação de Mulheres do Baixo Cajari (AMBAC), Instituto Vitória Régia (IVR), Associação Nossa Amazônia (ANAMA), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Sociedade, Meio Ambiente, Educação, Cidadania e Direitos Humanos (SOMECDH), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Associação dos Moradores Agroextrativistas da Gleba Joana Peres II – Rio Pacajá (AMAGJOPP), Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP), Instituto de Desenvolvimento Sustentável Ágata e Associação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (ABRADESA).

Como funciona o Sanear Amazônia

O programa tem como objetivo garantir acesso à água potável em comunidades extrativistas da Amazônia. Para isso, utiliza tecnologias sociais como o Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Comunitário e o Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Autônomo.

O processo de implantação ocorre em etapas. Primeiro, o programa realiza mobilização, seleção e cadastramento das famílias. Em seguida, promove capacitações em saneamento, saúde ambiental e construção das estruturas físicas.

Por fim, ocorre a instalação dos sistemas, que incluem caixa d’água elevada, banheiros, fossas e redes de distribuição de água.

Memorial Chico Mendes

O Memorial Chico Mendes, fundado em 1996 pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), atua na preservação do legado do ambientalista Chico Mendes. Além disso, desenvolve projetos sociais e ambientais voltados ao fortalecimento das comunidades extrativistas e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

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