MANAUS – O Bloco Vai Quem Quer, está em sua segunda edição e reuniu milhares de manauaras no último sábado magro de Carnaval, no Mercado de Origem da Amazônia, no Centro de Manaus. Com uma programação diversa e cheia de identidade regional, a festa tomou conta do espaço com muito samba, pagode, brega e, claro, o ritmo inconfundível do boi-bumbá, reafirmando a pluralidade cultural do Carnaval da capital amazonense.
Anfitriã do evento, a cantora Márcia Novo recebeu o público com emoção e sinceridade. Em conversa com a equipe do portal, ela revelou que chegou a cogitar não realizar o bloco este ano, mas destacou que o apoio de amigos, parceiros e da própria energia do público foi decisivo para que a festa acontecesse.
“Teve um momento em que pensei em não fazer, mas no fim deu tudo certo. O universo conspirou, reuniu pessoas incríveis ao meu lado e hoje ver essa multidão aqui paga qualquer dúvida que eu tive”, afirmou a cantora.
Mistura de ritmos e identidade cultural
A programação do bloco foi marcada pela diversidade musical e pela valorização da cultura local. Os cantores Israel Paulain e Patrick Araújo garantiram a animação do público com muitas toadas, levando muito boi-bumbá dos bois Caprichoso e Garantido, que fizeram a multidão cantar e dançar ao som do ‘dois pra lá e dois pra cá’.
A atração mais aguardada da noite foi Wanderley Andrade, o “Traficante do Amor”. O cantor foi recebido com entusiasmo pelo público e comandou um verdadeiro coro de sucessos do brega, embalando a festa até a madrugada.
Carnaval de rua e ocupação do Centro
Realizado no Mercado de Origem, o Bloco Vai Quem Quer também reforçou a importância da ocupação cultural do Centro Histórico de Manaus, promovendo lazer, encontro e fortalecimento da economia criativa local. Ambulantes, comerciantes e trabalhadores do setor cultural também foram beneficiados com a grande circulação de pessoas.
Com alegria, diversidade e forte identidade amazônica, o Bloco Vai Quem Quer mostrou mais uma vez por que é um dos eventos mais aguardados do Carnaval de Manaus, celebrando a música, a amizade e o espírito democrático da folia de rua.



