MANAUS – A Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa decidiu reprovar as contas de 2017 do então governador interino David Almeida, mesmo após parecer técnico favorável do Tribunal de Contas do Estado. A decisão reacende embate político no Amazonas e pode gerar efeitos eleitorais caso seja confirmada em plenário.
A votação na CAE contou com cinco parlamentares e ocorreu nesta semana, resultando na reprovação do exercício financeiro de 2017, período em que David Almeida governou o Estado interinamente. O movimento abre a possibilidade de que o prefeito de Manaus possa se tornar inelegível por até oito anos, dependendo da decisão final do plenário da Aleam.
A situação chamou atenção por envolver um processo já encerrado no âmbito técnico. Na época, as contas haviam sido aprovadas de forma unânime pelo Tribunal de Contas do Estado, órgão responsável pela avaliação regular da execução orçamentária e financeira do Governo do Amazonas.
David Almeida governou durante um período de instabilidade política no Estado, marcado por mudanças de gestão e transição entre governadores. O curto prazo do exercício e o contexto histórico reforçam o debate sobre a real motivação em retomar o tema oito anos depois.
SOBRE OS BASTIDORES
Nos bastidores da Aleam, o episódio é visto como estratégia política e não técnica, especialmente diante da crescente visibilidade do prefeito no cenário estadual. O movimento de reanálise das contas é interpretado como tentativa de desgaste antecipado para o ciclo eleitoral de 2026.
O relatório aprovado na comissão agora segue para decisão final em plenário. Caberá ao conjunto dos deputados confirmar ou derrubar a recomendação da CAE. Até lá, a análise pública recai sobre o uso institucional da Assembleia para disputas políticas que ultrapassam o mérito contábil.



