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“Boa química” de Lula e Trump é vista como chave para resolver disputa tarifária, diz Alckmin

A declaração foi feita durante um evento sobre mercado de capitais promovido pelo BNDES, no Rio de Janeiro.

Redação por Redação
25 de setembro de 2025
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“Boa química” de Lula e Trump é vista como chave para resolver disputa tarifária, diz Alckmin

Brasil (AM)- O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (24), que a “boa química” entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump deve ajudar a resolver a imposição de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante um evento sobre mercado de capitais promovido pelo BNDES, no Rio de Janeiro.

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, referiu-se ao breve encontro entre os dois líderes durante a Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira (23/09).

“Nos Estados Unidos, uma boa química entre presidentes vai ajudar a buscarmos a melhor solução para resolvermos um tarifaço que não se justifica”, disse.

O encontro bilateral entre Lula e Trump, que deve ocorrer na próxima semana, foi proposto pelo presidente americano e prontamente aceito pelo brasileiro. Trump descreveu Lula como um “homem muito agradável” após a conversa inicial, citando uma “química excelente”. A forma do próximo encontro, se presencial ou por telefone, ainda não foi definida.

Enquanto aposta na diplomacia, o governo brasileiro mantém a posição de que as tarifas de até 50%, impostas em 6 de agosto, são injustas. Alckmin destacou que a tarifa média de importação do Brasil para produtos dos EUA é de apenas 2,7%, sendo que oito dos dez principais produtos americanos vendidos aqui têm tarifa zero.

Questionado sobre a possibilidade de negociar a redução da tarifa sobre o etanol importado dos EUA, o presidente em exercício afirmou que “sempre tem espaço para o diálogo”. Ele também lembrou os 201 anos de relações amigáveis entre os dois países.

Disputa comercial afeta exportações brasileiras

A justificativa americana para as tarifas inclui suposto déficit comercial com o Brasil – contestado por números oficiais de ambos os países – e alegações de protecionismo. O Brasil, ao lado da Índia, é um dos mais afetados pelas medidas.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. As tarifas incidem sobre cerca de 36% das exportações brasileiras para o mercado americano. Dados do governo mostram que as vendas dos produtos taxados caíram 22,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Tags: BrasilEconomiaPOLITICAÚltimas Notícias

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