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Esporotricose avança em Manaus e concentra maioria dos casos no AM; veja cuidados

Redação por Redação
6 de dezembro de 2025
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Esporotricose avança em Manaus e concentra maioria dos casos no AM; veja cuidados

Em Manaus, onde cães e gatos fazem parte do cotidiano e do afeto das famílias, a relação com os animais de estimação está cada vez mais conectada à saúde pública. No Brasil, que possui a terceira maior população pet do mundo — entre 150 e 160 milhões de animais — esse cenário se intensifica. Segundo a Abinpet, são 60 milhões de cães, 40 milhões de aves, 30 milhões de gatos e 20 milhões de peixes. Após a pandemia, esse total cresceu cerca de 30%, impulsionado pelo isolamento social e pelo aumento da adoção.

Mesmo com a valorização dos pets como membros da família, muitos tutores ainda não assumem plenamente essa responsabilidade. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) mostram que os casos de maus-tratos continuam crescendo: foram 505 registros em 2023, 566 em 2024 e, somente entre janeiro e outubro deste ano, a polícia já contabilizou 465 denúncias.

Foto: Dados sobre crimes de maus tratos a animais no AM/SSP-AM

Além da violência direta, a negligência cotidiana — como abandono, falta de vacinação e reprodução descontrolada — favorece a disseminação de doenças e coloca em risco a saúde coletiva. Entre raiva, leptospirose, toxoplasmose, sarna e micoses, uma enfermidade em particular tem preocupado especialistas pelo avanço acelerado na capital amazonense: a esporotricose.

Esporotricose: números crescentes no Amazonas

Foto: Reprodução

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto – (FVS-RCP/AM), de 1º de janeiro a 31 de outubro de 2025 foram notificados 2.112 casos de esporotricose humana no estado, dos quais 1.635 foram confirmados e 206 seguem em investigação. O informe registra um óbito.

“Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (1.529), Presidente Figueiredo (34), Barcelos (27), Iranduba (12), Rio Preto da Eva (8), Maués (7), Manacapuru (5), Itacoatiara (4)”, destaca o comunicado.

O médico-veterinário Gustavo Castro detalhou ao Em Tempo como a doença pode ser identificada:
“Inicia-se em geral com pequeno nódulo ou ferida que não cicatriza, geralmente no local de arranhão ou mordida. Com o tempo, podem surgir novos nódulos alinhados ao longo dos vasos linfáticos, acompanhados de vermelhidão, dor leve e possível secreção. Em casos mais avançados, podem ocorrer febre e aumento de gânglios,” explicou.

Apesar do desespero inicial do tutor, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Alessandra Nava, reforça: “A solução não é eliminar gatos, pelo contrário, porque isso é crime federal! A solução é educação com a população e programas de castração estratégicos visando a diminuição da população”.

Zoonoses em Manaus

Foto: Reprodução

Regiões com muitos gatos comunitários e cães abandonados apresentam baixa vacinação e maior exposição a agentes infecciosos, destaca um estudo publicado pela UNIFIO. Além disso, a urbanização empurra animais silvestres para áreas habitadas.

A pesquisadora Alessandra Nava, explica: “O desmatamento para a construção de condomínios ou invasões deslocam esses animais do seu habitat natural. Literalmente invadem e destroem a ‘casa’ deles. No Tarumã, por exemplo, em que a destruição das florestas pela especulação imobiliária está muito intensa, moradores relatam avistar onças e outros animais próximos.”

Ela alerta que a perda de biodiversidade aumenta o risco de zoonoses: “O nosso tipo de contato com a fauna e a perda de biodiversidade é que aumentam as chances de transmissão zoonótica. […] Doenças como a leishmaniose na população humana aumentam em processos de desflorestamento ou supressão total da floresta.”

Como prevenir a proliferação de doenças na cidade

Foto: Divulgação / Semsa

Para o médico-veterinário da FVS-RCP, Deugles Cardoso, a solução é tratar o problema como prioridade, já que, atualmente, os animais fazem parte das famílias brasileiras, principalmente das amazonenses:

“A integração ocorre por meio de ações intersetoriais, articulando saúde, meio ambiente e educação em estratégias compartilhadas, como: campanhas educativas permanentes; protocolos de atuação conjunta entre vigilâncias (epidemiológica, ambiental e sanitária); parcerias com universidades, ONGs e setores comunitários; inserção do tema zoonoses e guarda responsável em atividades escolares e comunitárias. As secretarias municipais de saúde mantêm programas próprios de controle de zoonoses, responsáveis pela execução das ações de vigilância, prevenção e controle em seus respectivos territórios”.

Saúde pet

Foto: Divulgação/Rosana Ramos
Foto: Divulgação/Rosana Ramos

Em Manaus, os tutores contam com alternativas gratuitas e seguras para cuidar de seus animais. A inauguração do maior Hospital Público Veterinário da América Latina, em outubro de 2025, marcou um avanço significativo para a saúde pet na capital. Com uma equipe de 60 profissionais, centro cirúrgico, laboratório completo e capacidade para realizar até 300 atendimentos diários, o hospital oferece serviços gratuitos para famílias de baixa renda.

Outra importante iniciativa que une praticidade e cuidado para famílias de baixa renda é oferecida pela ONG Anjos de Rua, segundo a representante Zuleika Poniwass:

“A ONG Anjos de Rua, em parceria com o vereador Kennedy Marques — fundador e idealizador de projetos fundamentais para a causa animal — realiza mutirões de castração e vacinação nos bairros de Manaus. A organização oferece serviços de castração, vacinação e atendimento veterinário a preços acessíveis”, disse.

A Prefeitura de Manaus também oferece o serviço de Castramóvel, que oferta cirurgias gratuitas de esterilização de cães e gatos. O serviço de castração integra as estratégias do município para o controle e prevenção da esporotricose, micose subcutânea capaz de afetar tanto animais quanto humanos.

“Isso diminui a exposição dos animais ao fungo que está no solo e na vegetação, e favorece a guarda responsável e a redução do abandono de animais na cidade”, assinala o gerente do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Manaus, veterinário Rodrigo Araújo.

 

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